UOL Entretenimento

16/09/2010

HOLLYWOODIANAS SE MUDOU!!!

 

 

Atenção!! O Hollywoodianas mudou de cara e de endereço! Para ler as últimas, clique aqui

 

Por Ana Maria Bahiana às 20h48


14/09/2010

Madonna diretora, de novo, nas ruas de Nova York

 

 

Madonna no set de W.E., dirigindo Abbie Cornish

A razoável acolhida de sua obra anterior, Filth and Wisdom definitivamente encorajou Madonna,a diretora: ela está, neste momento, nas ruas de Nova York, concluindo as filmagens de W.E., uma comédia romântica que intercala duas narrativas- a história do romance proibido entre o rei Eduardo VIII da Grã Bretanha e a socialite (divorciada!)  norte americana Wallis Simpson, nos anos 1930; e a ligação, nos dias de hoje, entre uma mulher casada e um segurança. Abbie Cornish (Bright Star) é a protagonista da história contemporänea, e Oscar Isaac (o João Sem Terra de Robin Hood) vive o segurança. Andrea Riseborough – atual sensação do festival de Toronto com Never Let Me Go – é Walis, e James D’Arcy –que é Ian Fleming no drama de guerra Age of Heroes – faz Eduardo VIII.

 O roteiro é de uma figura conhecida do universo madonesco – Alek Keshishian, diretor do doc Truth or Dare. As filmagens terminam este mes em Nova York, depois de terem rodado a Grã Bretanha, Paris e a Riviera. Data de estreia? Uma incógnita – W.E. ainda tem que achar um distribuidor.

Adendo interessante – Oscar Isaac (que nasceu na Guatemala e cresceu em Miami) está no elenco de outro filme com potencial para muitos comentários: Drive, de Nicolas Winding Refn (trilogia Pusher, Bronson), com Ryan Gosling e Carey Mulligan, atualmente em pré-produção.

 

Fotos: IKNY/Broadimage

 

Por Ana Maria Bahiana às 19h07


12/09/2010

Bon voyage Claude Chabrol, pioneiro da nouvelle vague

CLAUDE CHABROL, 24 de junho de 1930 - 12 de setembro de 2010

"Não existe nouvelle vague (nova onda); existe apenas o mar"

Por Ana Maria Bahiana às 17h25


10/09/2010

Na Academia, os tesouros da Warner

 

 

 

Tesouros: Humphrey Bogart e Ingrid Bergman conferenciam com o diretor de fotografia Arthur Edeson no set de Casablanca; James Dean e o diretor Nicholas Ray no set de Rebelde Sem Causa; Cary Grant e Priscilla Lane caminham entre os estúdios do backlot da Warner, a caminho do set de Este Mundo é um Hospício, de Frank Capra

 

 

James Dean e Heath Ledger. Joan Crawford e a turma de Harry Potter. Audrey Hepburn, Marilyn Monroe, Humphrey Bogart, Brad Pitt e Denzel Washington. Casablanca, Matrix, Um Bonde Chamado Desejo, Laranja Mecânica, O Exorcista, Batman Begins. E muito, muito James Dean, diante e atrás da lente – estes são alguns dos personagens que o público poderá ver (de graça!) no salão principal da Academia, a partir de quinta feira, dia 16, todos integrantes da exposição Up From the Vault: 85 Years of Treasures from the Warner Bros. Photo Lab.

São 165 fotos em cópias novíssimas, cobrindo 85 anos e documentação da produção nos históricos estúdios da Warner em Burbank – fotos de divulgação, stills, material de pesquisa, referência e produção. Como bônus, a primeira exibição das fotos tiradas por James Dean durante as filamgens de seus últimos trabalhos – Dean estava determinado a lançar uma seguda carreira como fotógrafo.

Não me lembro de uma mostra tão extensa de material que, normalmente, permanece sigilosamente guardado nos arquivos dos estúdios. E isso no lobby da Academia, porque no quarto andar Bergman impera…

Por Ana Maria Bahiana às 16h31


09/09/2010

O destino de Tree of Life, de Terrence Malick, e os queridos de Telluride

 

Brad Pitt em Tree of Life: peregrinação árdua

 

Depois de uma peregrinação árdua, The Tree of Life, de Terrence Malick, acaba de achar um distribuidor: a Fox Searchlight  adquiriu o título depois de complicadas negociações, e planeja um lançamento para 2011. A história de Tree of Life é exemplar do estado de coisas no cinema independente, hoje:  o projeto foi financiado em sua maior parte por Bill Pohlad, um bilionário norte-americano com paixão por cinema, através de sua produtora, a River Road. A ideia era  garantir para a distribuidora de Pohlad, Apparition, um carro-chefe para a temporada ouro de 2010, mas Malick, historicamente conhecido por demorar muito mais do que o previsto para realizar seus filmes, furou consecuitivas datas de entrega

Enquanto Malick retocava sua obra, várias coisas aconteceram: a recessão aprofundou-se, o mercado de distribuição tornou-se ainda mais estrangulado e competitivo e, num surto financeiro-existencial,  o sócio de Pohlad na Apparition, Bob Berney – pessoa respeitadíssima no meio – chutou o balde e abandonou a empresa na véspera de Cannes.

Seguiram-se meses de lenta agonia para a Apparition –que lançou, entre outros, Bright Star e The Runaways. Funcionários foram demitidos em levas sucessivas enquanto Pohlad mostrava cópias brutas de Tree of Life a vários possíveis interessados, demonstrando claramente que não tinha mais fôlego para bancar a finalização e o lançamento do filme de Malick. A última rodada foi justamente em Telluride – enquanto mais uma leva de demissões reduzia os escritórios de Nova York e Los Angeles a 15  funcionários. As negociações nas montanhas do Colorado renderam, e agora a Fox Searchlight tem em suas mãos o filme sobre a complicada relação entre pai e filho (Brad Pitt e Sean Penn, respectivamente) ao longo de várias décadas no Texas do século passado. “É um filme profundamente comovente, observado com exatidão e realizado de modo magistral”, disseram os presidentes da Searchlight anunciando a aquisição.

E por que então não lançam este ano? Em primeiro lugar, porque a Searchlight já tem muitos tiros ao alvo na temporada ouro: Black Swan, 127 Hours, Never Let Me Go. E em segundo lugar porque ainda não está pronto…

E quem repercutiu bacana em Telluride 2010? Principalmente o inglês The King’s Speech, de Tom Hooper,com Colin Firth, Helena Bonham Carter e Geoffrey Rush, 127 Hours (que levou alguns ilustres espectadores a passar mal), o documentário Tabloid, de Errol Morris. E um azarão: o franco-canadense Incendies. O novo Peter Weir, The Way Back, foi bem recebido, mas não chegou a empolgar. Com os outros, olho vivo.

 

 

 

Por Ana Maria Bahiana às 20h22


07/09/2010

Godard, Bergman e a Academia – uma história de amor

 

  

 

Bergman e seus dentes de tubarão (no set de A Hora do Lobo); e o "quarto mosqueteiro" Godard- tudo bem com a Academia

As notícias da ausência de Jean Luc Godard nos Oscars (ou melhor, na cerimônia pré-Oscars para os premios especiais) foram um pouco apressadas. Segundo um email oficial da Academia distribuido hoje, o presidente Tom Sherak recebeu um bilhete “muito amável, escrito a mão” pelo cineasta, agradecendo a Academia por ser “o quarto mosqueteiro” (Coppola, Wallach e o restaurador Brownlow são os outros três…) e dizendo que, se sua agenda permitir, estará presente à festa dos prêmios especiais, dia 13 de novembro.

Em outras notícias do momento europeu da Academia, começa no próximo dia 16 um evento da categoria imperdível: Ingmar Bergman: Truth and Lies. Uma realização da Deutsche Kinemathek – Museum für Film und Fernsehen de Berlim, em parceria com a Fundação Bergman e a AMPAS, o evento inclui uma exposição de fotos, cadernos, esboços, roteiros anotados, maquetes e peças de figurino de seus filmes  na sede da Academia e uma retrospectiva de seus filmes no Los Angeles County Museum of Art, começando dia 10 com Gritos e Sussurros e terminando dia 18 com Fanny e Alexandre.

Ingmar Bergman:Truth and Lies está estreando mundialmente aqui em Los Angeles, e a exposição – gratuita- fica aberta ao público até dia 12 de dezembro.

 

Por Ana Maria Bahiana às 21h03


06/09/2010

Piranhas contra na'vi! No feriadão, a batalha do 3D

 

Por aí está todo mundo curtindo o feriadão e, aqui, idem – é dia do trabalho nos EUA, o que significa o fim da temporada-pipoca e o último fim de semana prolongado até o Dia de Ação de Graças, em novembro, sinal de largada da temporada-ouro. E apesar de George Clooney ter demonstrado um incrível star power abrindo em primeiro lugar um filme distante, frio e, muitas vezes, monótono – The American, dirigido por Anton Corbjin (mais sobre isso em breve) – o assunto que ocupa muita gente no feriadão é o apimentado bate boca público entre James Cameron e Mark Canton, ex-presidente da Sony , e,hoje produtor. Tema da discussão: 3D.

Cameron começou a briga numa entrevista para o site da Vanity Fair, a propósito do relançamento de Avatar, semana passada. Lá vai das tantas ele dá uma cutucada na febre de 3Ds que acometeu o mercado nos últimos meses e aponta aquele que, na sua opinião, é o pior exemplo do mau uso do 3D: Piranha 3D, produzido por Mark Canton. “Não costumo falar mal dos filmes alheios, mas esse é exatamente o que não deveria estar sendo feito em 3D. Porque vulgariza o formato e lembra o quanto eram horríveis aqueles filmes de terror 3D dos anos 70 e 80.”

O fato de Cameron ter dirigido Piranha II em 1981 (e, ele diz, sonhado com a ideia central de Exterminador do Futuro durante um acesso de febre em plena filmagem) é uma ironia que não escapa às plateias deste debate.

Canton, obviamente, não ficou nada contente – principalmente porque Piranha 3D não foi lá muito bem de bilheteria, embora tenha sido abraçado pela crítica como um exemplo perfeito do trash-de-luxo. Num longo email enviado a um grupo de jornalistas e pessoas chave da indústria, Canton parte para a jugular de Cameron com o apetite de seus peixes assassinos: “Jim, tamanho não importa. Nem todo mundo tem acesso a uma fonte interminável de dinheiro ou pode se dar ao luxo de passar dez anos gastando o dinheiro dos outros para fazer um filme. Além do mais, você não inventou o 3D. Você teve sorte que outros realizadores inspiraram você.”

Ai!

O mais curioso é que 1. Cameron assumidamente não viu Piranha 3D e 2. Piranha 3D foi pensado , realizado e dirigido com farta dose de ironia pelo francês Alexandre Aja exatamente para ser uma exploração do subgênero terror-trash, com todos os seus usos óbvios do 3D velha escola.

Trata-se,me parece, de uma questão de bom ou mau humor.

 

Por Ana Maria Bahiana às 14h28


02/09/2010

Começa amanhã o maior pequeno festival do mundo

 

     

O poster e o "Palais" de Telluride: se Cannes morresse e fosse pro céu...

 

O que Des hommes et des dieux, Never let me go, Biutiful, Another year, os documentários A letter to Elia (de Scorsese) e Tabloid  (de Errol Morris) e o longa the animação The Illusionist tem em comum? Todos fazem parte do seletíssimo programa do maior pequeno festival do mundo, o Festival de Cinema de Telluride que começa amanhã na linda cidade das Montanhas Rochosas. São apenas quatro dias, somente  24 filmes (mais  retrospectivas, homenagens, curtas e exibições-surpresa que só são anunciadas durante o festival- Black Swan e 127 Horas devem estar entre elas) e nenhum prêmio. Mas, a cada ano, Telluride se afirma como o segredo mais poderoso do cinema internacional.

Para vocês terem uma ideia, eis uma pequena lista de títulos que, em idos verões americanos, foram selecionados para Telluride: Blue Velvet, Central do Brasil, Quem quer ser um milionário, Brokeback Mountain, Cidade de Deus, Juno, Lost in Translation, Capote, O tigre e o dragão, Up in the air.  Perceberam?

Não há segredo para o poder de Telluride , nenhum conchavo, acordo de gaveta ou manobra de marketing. O festival, sempre organizado e guiado por um grupo de  estudiosos e fãs de cinema mais um diretor especial (este ano, o escritor Michael Ondaatje; no passado, Laurie Anderson, Peter Sellers e Salman Rushdie  passaram pelo posto) simplesmente escolhe os filmes que ama. E os filmes que ama em geral são muito, muito bons. É a pré-seleção da pré-seleção, a peneira mais fina dos títulos que tem peso unicamente por sua qualidade e originalidade. “É como se Cannes tivesse morrido e ido para o céu”, disse certa vez o crítico A.O.Scott do LA Times, habituê de Telluride.

Este ano, além desses que mencionei no primeiro parágrafo, fiquem de olho num filme que está passando ao largo do radar de todo mundo – o drama de guerra The Way Back, de Peter Weir, um diretor que, que eu saiba, nunca conseguiu fazer um filme ruim na vida.

 

Por Ana Maria Bahiana às 16h54


30/08/2010

Emmys 2010: celebrando o triunfo da TV

 

  

 

O que achei mais interessante nos Emmys, ontem – além de "Born to Run" estilo Glee e George Clooney na cama com Cameron e Mitchell de Modern Family – foram as sucessivas alfinetadas da festa  na sua irmã mais velha, a industria do cinema. A melhor de todas veio em off enquanto Mick Jackson se erguia, radiante de felicidade, para aceitar seu Emmy de diretor/telepic por Temple Grandin e a narração enumerava alguns títulos de seu vasto currículo _  Volcano! The Bodyguard! – só para concluir “mas onde ele poderia fazer a história de uma mulher com autismo em sua jornada para descobrir o mundo?”  Todo mundo no Nokia Theater sabia a resposta, reforçada muitas vezes ao longo da noite: hoje, só na TV. (Teria sido mais justo para com Jackson lembrar que ele também dirigira o lírico LA Story e a série Traffic, da TV britânica, que deu origem ao filme de Soderbergh. Mas aí seria menos dramático..)

deOs muitos e merecidos “obrigados” à HBO estabeleceram para o público o que a indústria já sabe – que quando se trata de produção de conteúdo audiovisual de qualidade superior o canal premium é o líder , e tem o mesmo peso que, num passado não muito distante, era reservado para independentes como United Artists, Orion ou Miramax. “Não existe modelo financeiro para uma série de oito episódios sobre a Guerra do Pacífico, mas mesmo assim a série foi feita”, disse Tom Hanks aceitando o seu Emmy pela vitoriosa The Pacific.

 Se ainda havia dúvidas (e ainda há?)  de que a TV, hoje, é a alternativa concreta para um tipo de produção que o cinema está ao ponto de desaprender como fazer: narrativas fortes com personagens bem delineados, histórias humanas (mesmo quando são sobre-humanas. Dever de casa: quais as principais diferenças entre Crepúsculo e True Blood?), ousadia de temas (metanfetamina! Eutanásia! Autismo! Direitos civis plenos para todas as opções sexuais!), os Emmys deste ano foram a resposta final.

 É uma reversão completa do estado de coisas e da visão que a industria do cinema tinha da TV – ela era a prima pobre, a coitada, boa apenas para talentos medíocres, produções apressadas e ideias rasteiras e eternamente recicladas. Agora…. Não sei não, mas parece que nesta última frase eu descrevi 90% do que vi saindo dos grandes estúdios nos últimos 14 meses…

 

Por Ana Maria Bahiana às 17h13


25/08/2010

Coppola e Godard entre os homenageados da Academia, este ano

 

O que Francis Ford Coppola, Jean Luc Godard, Eli Wallach e Kevin Bronlow tem em comum? Todos receberão um Oscar especial da Academia de  Artes e Cîencias Cinematográficas este ano. Num voto (acalorado, me contam) ontem à noite, a diretoria da Academia escolheu este ilustre quarteto para a premiação por conjunto de obra.

Coppola, signficativamente (e com justiça) está sendo premiado por seu trabalho como produtor, recebendo o  prêmio Thalberg por uma vida de criação de novas ideias e novos talentos- de George Lucas a Sofia Coppola, da Zoetrope a séries e filmes de TV, de O Corcel Negro a On The Road.

Godard é….. bem…… Godard.

Eli Wallach é um gigante entre os atores – e quase o tira o tapete debaixo de Ewan McGregor na única cena que compartilham em Ghost Writer, de Polanski.

Kevin Bronlow é um historiador e restaurador de filmes mudos. Muito antes que fosse moda, aqui, falar em restauração,Bronlow se dedicava a localizar e recuperar gemas da primeira hora do cinema.

E, na verdade, os quatro tem muito mais em comum: Godard foi uma das maiores influencias do jovem Coppola; Eli Wallach está no elenco de O Poderoso Chefão III; e Bronlow restaurou o épico Napoleão, de Abel Gance (1927) sob os auspicios de Coppola – o filme restaurado estreou em sessão especial ao ar livre nos vinhedos Niebaum-Coppola, no Vale de Napa, California.

Os Oscars honorários deste ano serão entregues na cerimônia especial da Diretoria, dia 13 de novembro, no salão de festas do Hollywood & Highland, acima do teatro Kodak.

 

Por Ana Maria Bahiana às 14h52


23/08/2010

"Só sei fazer filmes sobre seres humanos no planeta Terra"- Rob Reiner e o novo cinema independente

 

 

Reiner no set de Flipped: "só fazendo muito barato"

 

Converso com Rob Reiner, veterano de muitas batalhas, responsável por dois dos meus filmes favoritos – This is Spinal Tap (sem o qual, suspeito, Borat , Brüno  e The Office não seriam possíveis) e A Princesa Prometida. Reiner acaba de lançar um filme pequeno e  delicioso , Flipped, retorno ao universo de um de seus primeiros sucessos, Conta Comigo. Realizado por um orçamento que, aqui, paga em geral o aluguel do trailer das estrelas – 14 milhões de dólares – e rodado inteiramente em locação no Michigan, um estados mais generosos com incentivos fiscais nos EUA, Flipped é a própria definição do filme independente nos dias de hoje. Uma escolha que pode parecer bizarra para um realizador com mais de 25 anos de militância na indústria e muitos prêmios em seu curriculo – inclusive uma indicação para o Oscar em 1993 por Questão de Honra.

Reiner suspira: “Sempre disse que só sei fazer um tipo de filme – filmes com seres humanos no planeta Terra. E este tipo de filme, hoje, não é muito popular com os estúdios. Eles não querem filmes assim, filmes como Flipped. Gosto de contar histórias conduzidas pelos personagens. Histórias sobre a condição humana. E, hoje, o único modo de contar essas histórias é faze-las com muito pouco dinheiro. “

Sua análise de como as coisas chegaram a esse ponto é precisa : “A partir de Tubarão e Guerra nas Estrelas, no final dos 1970, os estúdios aprenderam que é possível ganhar muito dinheiro num espaço muito curto de tempo. Nasceu a mentalidade do blockbuster. Tudo bem, nada contra, eu mesmo tive alguns desses. As coisas se tornaram críticas quando todosos filmes passaram a ser vistos como blockbusters em potencial, com a obrigação de se pagarem e começarem a render no fim de semana de estréia. Não! Nem isso! No DIA da estréia. Se não se pagou até a noite de sábado, adeus.”

Flipped ainda não se pagou – na verdade, não chegou nem a um milhão de dólares em receita,em suas restritas 45 telas. “Em outros tempos eu diria que este seria um filme destinado ao sucesso, porque é um filme que toda a família pode ver junto, que diverte crianças e adultos. Mas isso exige um tipo de distribuição e divulgação que não se faz mais.”

A solução? “TV. E o circuito independente. Novas opções tem que aparecer.”

 

 

Por Ana Maria Bahiana às 15h52


18/08/2010

O Caribe é aqui: filmagens de Piratas 4 chegam a Los Angeles

 

O belo veleiro de três mastros chegou ontem de madrugada e ancorou no porto de Long Beach, subúrbio à beira mar ao sul de Los Angeles. De manhãzinha subiram as tendas brancas e chegaram os caminhões: o circo do set de filmagem estava montado, e começava mais uma parte das filmagens de Piratas do Caribe 4: On Stranger Tides, previsto para lançamento em meados do ano que vem. Rob Marshall na direção. Nenhum sinal de Johnny Depp ou Penélope Cruz por enquanto - a estrela é o veleiro mesmo, o Providence, cópia exata de um dos navios que tomaram parte na guerra de independencia dos Estados Unidos. E notem o fino copo de cristal do século 18 nas mãos do figurante...

 

Fotos de Fernando Allende/Broadimage

Por Ana Maria Bahiana às 16h28


16/08/2010

Na briga dos sexos, sobrou para Scott Pilgrim

 

    

 

 

Fim de semana muito engraçado na bilheteria norte americana: meninos contra meninas, overdose de testosterona contra overdose de estrogênio, porrada contra lágrimas, a cara feia de Stallone contra o sorriso megawatt de Julia Roberts. E no fim, clichê contra clichê,  Os Mercenários levaram a melhor: 35 milhões de dólares contra 23. 7 milhões de Comer, Rezar, Amar. Em termos de industria, isso quer dizer um bocado – num mercado selvagem como o de hoje (mais sobre isso em breve na minha conversa com Rob Reiner, meu próximo post se ninguém mais morrer) um desempenho claramente definido como este indica uma tendencia  forte que os estúdios, cada vez mais inseguros, vão tabular como “vamos fazer mais filmes de ação!”.

Em termos de cinema… ai ai. Comer Rezar Amar é um pouquinho melhor que a obra de Sly, que se resume a um bando de caras parrudos explodindo coisas, dando tiros, distribuindo socos e salvando mocinhas (mas não ficando com elas, imagine, isso pode romper os laços de lealdade masculina do bando!). Mas é, como ele, uma coleção de clichês de obviedade ululante, dirigida dessa vez às mulheres: todo local estrangeiro é “exótico”, toda luz que toca os cachos de Julia é dourada, e toda música é  “étnica” para mostrar à plateia o “clima” do local (ou do personagem – o “brasileiro” Javier Bardem é apresentado com Bebel Gilberto aos berros). Salva-se em grande parte pela solidez do elenco de apoio, no qual se inclui uma elefanta famosa em Bollywood (sério!) e o sempre fabuloso Richard Jenkins, que rouba absolutamente todas as cenas em que aparece, como um companheiro de meditação na India.



 

Para mim a parte triste dessa briga é o que aconteceu com o delicioso Scott Pilgrim Vs The World, adaptação de Edgar Wright (Shaun of the Dead, Hot Fuzz) para os quadrinhos de Bryan Lee O’Malley, que estreou em  quinto lugar, com 10.5 milhões de dólares. Em outros tempos, um filme assim não seria jogado às feras – teria um lançamento gradual, com tempo para atingir a plateia que pode apreciar sua estética rock n roll, sua fusão de romance e video game, seu olhar irônico mas não cínico sobre uma fase muito complicada da vida – quando temos  20 anos e ainda não somos realmente adultos, mas sabemos com certeza que não somos mais crianças.

Um mercado brutal como o que temos agora implora por novas soluções e meios de distribuição. Sob pena de ficarmos todos muito mais burros.

 

Por Ana Maria Bahiana às 15h26


11/08/2010

Adeus David Wolper, super documentarista e produtor

 

DAVID WOLPER, 11 de janeiro de 1928 - 10 de agosto de 2010

"Um produtor trabalha com sonhos. Um bom produtor torna os sonhos realidade."

Por Ana Maria Bahiana às 17h48


10/08/2010

Adeus Patricia Neal, que soube viver apesar de tudo

 

PATRICIA NEAL, 20 de janeiro de  1926 - 8 de agosto de 2010

"Uma atitude mental forte e positiva faz mais milagres que qualquer maravilha médica."

Por Ana Maria Bahiana às 21h25


Sobre a autora

Ana Maria Bahiana é jornalista e escritora, com uma carreira que cobre três décadas de reportagem e comentário de cultura no Brasil e no exterior, em imprensa, rádio, televisão e internet. Leia mais

Sobre o blog

Cinema, origem e espelho do que acontece na cultura do mundo. Comentário, notícias, críticas e todas as conexões que o cinema propõe - música, moda, estilo de vida.

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