UOL Entretenimento

13/06/2009

Um herói para 2009: Darwin

Paul Bettany em Creation e o jovem Darwin

Não sei muito mais sobre Creation, o novo filme do inglês Jon Amiel (Armadilha, a série The Tudors) além de que: 1. É baseado em Annie's Box, numa maravilhosa biografia de Charles Darwin escrita por seu tataraneto, Randal Keynes. 2. Focaliza o processo de criação da obra que revolucionou completamente a visão do mundo, A Origem das Espécies, e o trajeto pessoal e intelectual que o levou até lá, principalmente a perda da filha mais velha, Anne, nove anos antes da publicação do livro em 1859 (Charles e sua esposa-e prima- Emma tiveram dez filhos, três dos quais morreram na infância). 3. Traz um punhado de ótimos atores, inclusive o talentoso ainda não bem utilizado Paul Bettany no papel de Darwin, e Jennifer Connelly, com espessas sobrancelhas, como Emma.

Como Darwin é um de meus heróis pessoais, e sua inteligência  incandescente faz muito bem em qualquer momento em que as nuvens pesadas do obscurantismo se avolumam no horizonte, o filme já tem toda a minha simpatia. Com uma turma criativa desse calibre, fico com vontade de apostar na sua longevidade - ainda mais num ano que parece dominado pela mediocriade absoluta.

O trailer vai aqui - me digam o que acham:

 

Por Ana Maria Bahiana às 14h13


12/06/2009

Como a crise está mudando a indústria (para pior?)

Semana passada, depois de meses de especulação, a Weinstein Co. admitiu publicamente, pela primeira vez, que está em sério aperto financeiro. Contratou uma firma de consultoria financeira para "explorar refinanciamento e reorganização" de sua dívida. E a cada dia pipocam mais relatos de filmes da Weinstein que tiveram suas estréias adiadas e/ou canceladas _ sim, inclusive Bastardos Inglórios, que Quentin Tarantino já tinha concordado em re-montar, depois das reações em Cannes. É verdade que a TWC tem um dos perfis mais arriscados para uma independente: produz e distribui (nos EUA), tendo que investir como os grandes, sem ser grande.

Para compreender a gravidade da situação em larga escala, e por que isso afeta diretamente a nós, na platéia, vale ouvir as vozes altamente capacitadas que falaram no recém-terminado simpósio Produced By, organizado pela Producers Guild of America. Num impressionante uníssono, alguns dos produtores mais capazes e sofisticados da indústria - gente a quem devemos, no passado, filmes como Traffic, O Escafandro e a Borboleta, Persepolis e Cartas de Iwo Jima  (sim, Clint estava lá...)- disseram a mesma coisa: "O clima para risco não é bom. Todo mundo quer a mesma coisa: arrasa quarteirões que custam entre 150 e 200 milhões de dólares, filmes-fórmula dirigidos ao público entre 16 e 24 anos. É isso que está funcionando, é isso que os estúdios querem fazer. É muito frustrante para os realizadores.", disse Kathleen Kennedy (A Lista de Schindler, Persepolis, Ponyo)

Nem é preciso dizer que, num mercado atolado por esse tipo de filme, qualquer coisa que não seja isso sofre muitíssimo para encontrar um local de exibição e manter-se nele a tempo de achar seu público. O que significa, em perspectiva, que a própria exibição tem que mudar, revertendo radicalmente o modelo firmado com o advento do arrasa quarteirão, 35 anos atrás, para que algum cinema diversificado e inteligente sobreviva.

O lado positivo? Nunca houve uma época melhor para produtores, investidores e realizadores estrangeiros encontrarem bons parceiros na indústria norte-americana: todos estão procurando novas e ousadas soluções, novas idéias, novas maneiras de custear, produzir e lançar filmes. "Pode ser o começo de um renascimento criativo", Kennedy acrescentou, positiva.

Vamos todos torcer!

Por Ana Maria Bahiana às 12h19


11/06/2009

Primeiras imagens de Avatar, o novo James Cameron

Porque hoje é feriadão e estamos no tema ficção científica de alto nível, aqui vão duas peças de arte conceitual de Avatar, o esperadíssimo novo filme de James Cameron, que estréia dia 18 de dezembro. Ambas representam o planeta Pandora, belíssimo, rico em todo tipo de recursos naturais , essencialmente hostil à vida humana e motivo de guerras interplanetárias e entre espécies. Com as bençãos da Fox, as imagens vem cortesia do blog Market Saw, especializado em 3D, junto com o aviso clássico- se você não quiser saber NADA sobre Avatar, já devia ter parado no título do post. A primeira tem a assinatura de Dylan Cole, a segunda de Ryan Church, extraordinários artistas conceituais que já fizeram de tudo, de Star Wars a Star Trek.

O que vocês acham?

Se gostaram, podem já ir reservando o livro The Art of Avatar: James Cameron's Epic Adventure, que tem tudo isso e muito mais, inclusive um prefácio de Peter Jackson.

Por Ana Maria Bahiana às 13h19


10/06/2009

É AGORA!

Tá bom, acabou a espera.

Sabe aquilo que a gente pensa às vezes - como seria bom passar, digamos, cinco dias em Los Angeles vendo tudo o que há para se ver em termos de cinema e TV? Bastidores, eventos, palestras.. tudo? Pois agora pode, com o InFilm, International Film Institute.

Uma iniciativa absolutamente pioneira de proporcionar acesso aos bastidores do cinema , na capital mundial do cinema, a interessados do mundo todo. Fãs sim, com certeza. Mas não apenas fãs: o InFilm tem programas para quem quer trabalhar em cinema e TV, quem quer ser produtor, quem se interessa por efeitos especiais.... tudo lá, tudo ao vivo, tudo in loco, tudo vendo como se faz com quem faz, o tempo todo.

É uma extensão natural dos meus cursos de formação de platéias, ampliada pela visão de um pioneiro, Marcos Wettreich.

Agora ... Espero vocês lá...

Por Ana Maria Bahiana às 14h34


09/06/2009

A mais bela "Lua" do ano

É bom quando a gente pode começar a falar de um filme assim: não sei o que gostei mais, nele. No caso de Moon - que, depois de uma bela trajetória por festivais, inclusive Sundance, estréia sexta feira em circuito comercial limitado, nos EUA - não sei mesmo de que gosto mais: do fato de seu diretor, Duncan Jones, ter Zowie como segundo nome e ser o filho de David e Angela "Angie" Bowie; do luminoso talento que ele exibe num filme de estréia com este nível de ambição; do modo como Moon recoloca a boa ficção científica firmemente no rumo filsófico de um Kubrick em 2001 (referência mais próxima e clara), de um Tarkovsky em Solyaris ou, por que não, de Danny Boyle em Sunshine (Sol/Lua, Lua/Sol.... gostei...); da espantosa qualidade dos efeitos num filme independente de baixo orçamento (palpite: muito efeito velha-escola, não-digital, executado à perfeição como os ingleses sabem, Kubrick que o diga) ; da trilha maravilhosa de Clint Mansell, essencial num filme que é um estudo para dois (?) personagens e um computador (a voz de Kevin Spacey); do desempenho de Sam Rockwell como o solitário ocupante de uma estação lunar que, ao final de três anos de serviço, se vê assombrado por.... seria seu alter ego?

Enfim, recomendação completa, embora não possa dizer quando Moon estréia no Brasil. Mas posso dizer o que Jones vai fazer depois- dirigir um drama/thriller de submarino, Escape from the Deep, baseado numa história verdadeira.

O cara. Que é o filho do cara.

E posso pelo menos mostrar o trailer:

Não resisto: experimentem ao som de "ground control to Major Tom..."

Por Ana Maria Bahiana às 19h07


07/06/2009

Contagem regressiva,2

 

Calma, Professor Nash: agora só faltam 3 dias...

Por Ana Maria Bahiana às 00h32


Sobre a autora

Ana Maria Bahiana é jornalista e escritora, com uma carreira que cobre três décadas de reportagem e comentário de cultura no Brasil e no exterior, em imprensa, rádio, televisão e internet. Leia mais

Sobre o blog

Cinema, origem e espelho do que acontece na cultura do mundo. Comentário, notícias, críticas e todas as conexões que o cinema propõe - música, moda, estilo de vida.

Busca

Categorias

Blogs Relacionados

Links Úteis

Histórico