UOL Entretenimento

29/01/2010

Mike Tyson, muso dos Globos de Ouro?

Quando eu disse que as celebridades faziam fila para tirar foto com Mike Tyson na festa da InStyle, pós-Globo de Ouro, eu não estava brincando não. Acabei de receber este cartão de Jason Reitman...   

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acompanhado por esta foto:

 

Por Ana Maria Bahiana às 22h52


Miramax, o dia depois de amanhã

 

Miramax safra 2010: Jennifer Aniston no set de The Baster

 

Num anúncio oficial hoje a Disney confirma que os escritórios da Miramax foram fechados e 50 funcionário demitidos – mas, como os mortos vivos de nossos filmes favoritos de terror, “ a marca continua”. Em outras palavras, o estúdio continuará a lançar através da marca os filmes  que considerar “de arte”, ao ritmo de três títulos por ano, ritmo bem mais lento que o de seus companheiros e concorrentes como Universal Focus e Fox Searchlight. Os primeiros da nova etapa serão a comédia dramática The Baster, com Jennifer Aniston, Juliette Lewis, Jason Bateman e Patrick Wilson, e o drama de época The Debt, uma refeitura do israelense HaHov, com Helen Mirren e Sam “Avatar” Worthington, dirigido por John Madden; ambos saem no fim do ano, obviamente de olho no território que, dez anos atrás, era dominado pela Miramax- a temporada de prêmios.

Ou seja- para todos os propósitos, a Miramax morreu.  Agora ela é uma marca dentro da enorme engenharia de entretenimento de massa da Disney, sem autonomia criativa, orçamentária ou de aquisição. Melhor, pelo menos, para a concorrência.

 

Por Ana Maria Bahiana às 18h10


28/01/2010

Adeus, Miramax!

In memoriam: Pulp Fiction, Clerks, Sex Lies & Videotape, The Crying Game

 

Duas perdas nesta quinta feira: J D Salinger, o escritor norte-americano que alimentou várias gerações de rebeldes (e me tornou ainda mais apaixonada pela palavra escrita) e a Miramax. Muita gente vai falar de Salinger, me ocupo aqui da Miramax.

A empresa fora criada 31 anos atrás pelos irmãos Harvey e Bob Weinstein como uma etapa acima de sua aventura em exibição de filmes “órfãos” (sem distribuidora) no circuito universitário . Era propriedade da Disney desde 1993, um dos primeiros “selos de arte” de um grande estúdio.  Na verdade, unindo o faro dos Weinstein ao poderio de marketing da Disney, a Miramax  (o nome é uma mistura de Mira e Max, pais dos Weinsteins) praticamente inventou o independente viável, que chegava ao grande circuito, ganhava prêmios e dava trabalho sem constrangimentos a realizadores e atores. Sem a Miramax, carreiras como as de Quentin Tarantino, Steve Soderbergh,  Kevin Smith, Anthony Minghella, Neil Jordan não seriam as mesmas.

A grande ironia é que, na exata medida em que os outros estúdios começaram a copiar o modelo – projetos  com pequenos orçamentos, financiamento e realização internacional, diretores criativos – os irmãos Weinstein se desentenderam com a direção da Disney e partiram para a sua própria empresa, deixando a marca Miramax e seus filmes inteiramente nas mãos do estúdio.

Uma longa agonia se seguiu, com lançamentos cada vez mais esparsos, projetos indo para gaveta  e escritórios – em Los Angeles e Nova York – encolhendo cada vez mais. A crise econômica, que afetou violentamente o modo como filmes são custeados e lançados, foi o golpe de misericórdia. Hoje, oficialmente, a Miramax fecha seus dois escritórios e  põe na rua todos os seus funcionários.  O acervo – que inclui gemas como Cães de Aluguel, Sexo Mentiras  e Videotape, Pulp Fiction, The Crying Game, O Escafandro e a Borboleta- permanece na Disney, e, esperamos, acessível em DVD, Blu Ray e downloads.

 

Por Ana Maria Bahiana às 18h22


26/01/2010

Adeus ao "Adam" da série Bonanza

 

PERNELL ROBERTS, 18 DE MAIO DE 1928- 25 DE JANEIRO DE 2010

"Nunca estou satisfeito com meu trabalho."

Por Ana Maria Bahiana às 05h30


25/01/2010

E agora, depois dos prêmios dos produtores?


Bela e fera: Kathryn Bigelow chega aos prêmios da PGA, no Hollywood Palladium

 

The Hurt Locker/ Guerra ao Terror venceu os prêmios da Producers Guild, contrariando as expectativas de todo mundo, inclusive as minhas. É uma vitória muito interessante e que coloca a disputa pelo Oscar num ritmo muito mais intenso. Curiosamente, estava hoje mesmo conversando sobre as diferentes percepções do filme de Kathryn Bigelow, e o quanto ele fala mais alto para as platéias norte-americanas (inclusive as da indústria) do que internacionalmente. Espectadores fora dos EUA vêem em Hurt Locker um exercício no gênero filme de guerra, repleto de momentos de tensão forte e com uma impressionante agilidade na condução da história. Nos EUA ele é o Platoon do começo do século 21, uma remexida na complicada relação do país com as armas, a bizarra atração do perigo extremo, e todo o pesadelo que vem a reboque das guerras.


 Pode-se dizer que o filme do ex- marido de Bigelow, James Cameron, aborda exatamente esses mesmos temas, mas de uma forma metafórica, mítica. Interessante a PGA ter optado por Hurt Locker e não Avatar, não apenas nesse sentido mas também porque, coerente com sua abordagem do tema, o primeiro fez sucesso popular apenas nos EUA e em alguns mercados estrangeiros. E Avatar é o que é, mundo afora.


Dentro de 10 dias saberemos os indicados ao Oscar 2010. Com 10 concorrendo a Melhor Filme, não é difícil prever essa categoria. Mas ficou bem mais apetitoso especular a respeito de quem vai levar o carequinha para casa…

Por Ana Maria Bahiana às 04h50


24/01/2010

No meio da guerra dos prêmios, a munição da campanha

Esperando os prêmios dos produtores, duas observações. Uma, sobre campanhas e porque enfatizo tanto seu papel, aqui. Uma campanha pode custar de 200 mil a 15 milhões de dólares, e é o que realmente torna um título - filme ou série- visível para os votantes. No caso de prêmios de associações de críticos e jornalistas, a campanha é mais focada em realçar um título sobre outros e, quem sabe, ganhar simpatias por fatores além do que se viu na tela. Daí tanto mimo, chocolate e cartãozinho. No caso de associações profissionais,é essencial fazer os votantes verem seu título - este é um pessoal que faz cinema e TV, seu tempo é reduzido e suas simpatias são baseadas em amizades e alianças profissionais. Nesse caso, a decisão - que cabe em geral ao distribuidor do filme nos EUA ou na Grá Bretanha, no caso dos prêmios BAFTA- pode ser vida ou morte para um filme ou série. A raiva do diretor  Duncan Jones se justifica - não foram enviados  DVDs de Moon para ninguém, "por medida de economia". O mesmo motivo fez com que Hurt Locker não tivesse DVDs enviados às associações... e deu no que deu....

Segunda observação: se Sandra Bullock vai mesmo arrebatar os Oscars este ano, ela precisa urgente de uma nova consultora de estilo. Aquele modelito magenta dos Globos só consegue ser melhor do que a coisa preta e azulão que ela usou nos SAGs e que  parecia saída de uma novela dos anos 1980.

Por Ana Maria Bahiana às 18h06


O fator Sandra Bullock em ação nos prêmios SAG

Sandra e quase todos os Bastardos Inglórios agora à noite nos SAG Awards

 

E foi Sandra Bullock mesmo: melhor atriz nos SAG Awards, agora à noite no Shrine Auditorium do centro de Los Angeles. Jeff Bridges, melhor ator. E Bastardos Inglórios, melhor conjunto de elenco. Coadjuvantes? Claro que Mo'nique e Christoph Waltz...

Esse Oscar vai ser interessante...

Na TV, quase um repeteco exato dos Globos: Mad Men e Glee, conjunto de elenco comédia e drama, respectivamente. Ator/ drama, Michael C. Hall, comédia, Alec Baldwin. Atriz/ drama, Julianne Margulies, atriz/comédia,Tina Fey.

Por Ana Maria Bahiana às 01h34


Sobre a autora

Ana Maria Bahiana é jornalista e escritora, com uma carreira que cobre três décadas de reportagem e comentário de cultura no Brasil e no exterior, em imprensa, rádio, televisão e internet. Leia mais

Sobre o blog

Cinema, origem e espelho do que acontece na cultura do mundo. Comentário, notícias, críticas e todas as conexões que o cinema propõe - música, moda, estilo de vida.

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