A verdadeira bomba de Guerra ao Terror seria Nicolas Chartier?

A sexta feira em LA amanheceu ameaçando chuva e, para a Academia, a Summit e Kathryn Bigelow, tempestade. A já famosa gafe de Nicolas Chartier, um dos produtores de Guerra ao Terror (veja no post abaixo) não apenas não para de repercutir como fica pior a cada hora que passa. Eis o pano de fundo da baixaria:
Chartier, nascido na França mas figura conhecida dos círculos independentes de Los Angeles, já vinha criando caso faz tempo. No processo de desenvolvimento de Guerra ao Terror ele já havia conseguido brigar com o roteirista Mark Boal, um ex-jornalista , gente fina, talentoso. Chartier queria tirar Boal do projeto e por outra pessoa para re-escrever o (agora muitas vezes indicado e premiado) roteiro, e foi preciso Bigelow intervir com firmeza. Chartier acabou proibido de aparecer no set de filmagem, tamanho era o mal estar que sua presença causava.
Quando Guerra ao Terror foi indicado ao Oscar, o título apareceu na lista como o crédito “produtores serão anunciados brevemente”; isso quer dizer, educadamente, que os produtores estão brigando entre si mais que torcida em dia de final, em geral porque há pelo menos um candidato ao título que os demais não acham digno de ser chamado “produtor”. Ei, adivinhem quem era o cara? Pois é, Chartier de novo. Tradicionalmente, a Academia permite três nomes como produtores de um filme, mas Chartier insistia em ser o quarto. Esta, na verdade, foi sua primeira campanha de emails junto à Academia: defendendo seu direito de estar entre os indicados, pelo aporte financeiro que trouxe ao filme, usando, ele disse, até mesmo sua casa como garantia de um empréstimo. A Academia cedeu – mais uma vez porque Bigelow intercedeu, dessa vez a favor de Chartier- e Guerra ao Terror foi listado com os quatro produtores que tem agora (e que estão na foto do post lá embaixo).
Portanto, o comportamento do rapaz na arrancada final não é nada fora do comum… O problema é que sua gafe, dessa vez, foi a pior possível, e no pior momento. Principalmente diante do fato de que todo mundo, inclusive a Academia, já tinho sido mais que paciente com ele. Terça feira às 17h termina o prazo para entrega dos votos; logo depois disso a diretoria da Academia vai se reunir extraordinariamente para estudar e anunciar a posição oficial com relação a Chartier – e sua punição. “Ninguém quer prejudicar o filme”, me disse um acadêmico, “mas o que ele fez deve servir de exemplo de como não conduzir uma campanha. Ele deve ser punido, não o filme.”
Veremos quem desarma essa bomba…
Por Ana Maria Bahiana às 18h11

Faço uma pausa no post sobre Alice no País das Maravilhas que estava preparando para comentar o assunto que deixou a cidade saltitando mais que pipoca no microondas, hoje: o 

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