Prévia Oscar 2010- diretor
Primeiro, as notícias do dia:
- “Tem tanta emoção neste show que agora há pouco, no meio do ensaio, o diretor e o assistente de direção estavam chorando no caminhão da técnica”, me diz Bill Mechanic, o co-produtor do Oscar 2010, dando um exemplo do que ele chama de “a entrega de Oscars mais emocionante que já foi vista”. Eu queria saber – repetindo as perguntas de vocês – como seriam as entregas este ano, se seria com vários indicados no palco, o vencedor do ano passado, etc. “Eu vou entregar Melhor Ator e Bill, Melhor Atriz”, sorri o co-produtor Adam Shankman, charmoso em seus mocassins roxo-batata. “Que tal?” Como muito pouca gente na pequena multidão de jornalistas congregados no tapete vermelho do Kodak ri, Shankman muda de tom e explica que este ano eles se concentraram em “buscar soluções originais” e “explorar os seis graus de separação que cada apresentador tem dos indicados e da categoria”. “Esperem o inesperado! Esperem o inesperado!”, interrompe Tom Sherak, o presidente da Academia, repetindo o “mantra do Oscar este ano.” O que mais esperar? “Uma primeira hora fantastica, movimentadíssima” (Mechanic), “vários segmentos criados com o público jovem em mente”(Shankman), “um sabor internacional” (Mechanic), “muita, muita comédia” (os dois- ao que Mechanic acrescenta: “Alec provoca em Steve o lado mais doido dele, é o velho Steve do início de carreira”). E a ameaça de chuva? “Estou cuidando disso”, diz, muito Sherak, muito sério. “Não vai chover. Estou negociando – em Hollywood tudo é negociação, não é?”

Shankman (esquerda), Sherak e Mechanic no tapete vermelho, sexta feira
- Novos apresentadores confirmados: Pedro Almodovar, Sigourney Weaver, Tom Hanks, Robin Williams, Cameron Diaz, Jennifer Lopez, Sarah Jessica Parker, Demi Moore, Zoe Saldana.
- Entradas: mini-hamburgueres de bife Kobe, temakis de atum e o tradicional salmão-Oscar. Prato principal: empadão de galinha, “de um modo diferente”. Uma “infinidade” de sobremesas, inclusive os Oscars de chocolate- esse é o cardápio oficial do Governors’ Ball, segundo o chef Wolfgang Puck.

... e o salmão vai para..g
- Nicholas “Explode Tudo” Chartier vai ver o Oscar de short e camiseta, pela TV, na casa do amigo e compatriota Sebastien Lahaie na praia de Venice. Segundo Lahaie, Chartier está “muito deprimido com a injustiça, não dorme nem come direito”. Lahaie criou uma página no Facebook em defesa do produtor caído em desgraça, e está conclamando todos a irem aos Independent Spirit Awards usando boinas pretas, para protestar a “perseguição a Nicholas”
- Festas de ontem e hoje: recepção para os longas de animação, na Academia; Independent Spirit Awards; festa em honra as mulheres indicadas, promovida pela associação Women in Film; almoço no Chateau Marmont em homenagem a Carey Mulligan. Festa de amanhã: Golden Raspberries.

Os animadores ficaram animadíssimos
Mais sobre o Oscar no UOL CINEMA.
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A classe de direção de 2010, no almoço dos indicados
Tradicionalmente, a vitória na categoria Melhor Direção dá o tom dos Oscars – quem vence aqui leva também melhor filme,e, possivelmente, muitas outras estatuetas, configurando a aclamação generalizada de um único título. Como já expliquei aqui no Hollywoodianas, essa regra está cheia de exceções. Muitas vezes Melhor Diretor tem sido usado como uma espécie de “prêmio de consolação”, o equivalente ao “Grand Prix do Jury” de Cannes – um modo de destacar um filme muito querido, reservando o Oscar de Melhor Filme para outro título.
Este ano, portanto, a grande pergunta não é se Kathryn Bigelow vai levar o Oscar de melhor direção – é se, além dele, Guerra ao Terror fica tambem com Melhor Filme (nossa discussão de amanhã). Em que pese toda a visão, todo o trabalho épico e toda revolução que James Cameron trouxe ao sistema de produção em Avatar o peso histórico da primeira vitória de uma mulher no Oscar é um glamour muito poderoso. Bigelow fez Guerra ao Terror com uma abordagem e um estilo que remetem à alvorada do cinema de autor em Hollywood, os anos 70: visão pessoal, câmera na mão, corpo a corpo com a narrativa, com os personagens, com o ambiente. É algo que os acadêmicos compreendem melhor. Além disso, ela já ganhou o prêmio de seus pares, na Directors’ Guild – mais uma vez, uma questão matemática.
Quem pode lhe fazer frente? Além de James Cameron – que, num gesto que quis ser elegante mas saiu mais para o arrogante, disse que “não se importava” que a ex-mulher ganhasse o Oscar -, talvez Quentin Tarantino. Talvez. Muito talvez.
Por Ana Maria Bahiana às 00h30


Primeiro, como sempre, as notícias do dia:


Primeiro, as novidades do dia:



Semana do Oscar – durante sete dias a cidade muda, parece que a primavera chega mais cedo, há uma efervescência no ar. Hollywood Boulevard fica fechado entre Highland e Orange todos os dias à noite, e, em breve, durante o dia, também. Ontem à tarde caminhões imensos descarregavam Oscars-gigante, embrulhados em plástico, no Kodak, para delírio da multidão do outro lado da rua. E, a partir de amanhã, estarei fazendo peregrinações quase diárias à Academia para conferir os eventos da semana, que incluem exibições especiais dos curtas e dos documentários, além da palavra final dos produtores antes de subirem ao cadafalso, digo, os bastidores do Kodak.
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