UOL Entretenimento

18/08/2010

O Caribe é aqui: filmagens de Piratas 4 chegam a Los Angeles

 

O belo veleiro de três mastros chegou ontem de madrugada e ancorou no porto de Long Beach, subúrbio à beira mar ao sul de Los Angeles. De manhãzinha subiram as tendas brancas e chegaram os caminhões: o circo do set de filmagem estava montado, e começava mais uma parte das filmagens de Piratas do Caribe 4: On Stranger Tides, previsto para lançamento em meados do ano que vem. Rob Marshall na direção. Nenhum sinal de Johnny Depp ou Penélope Cruz por enquanto - a estrela é o veleiro mesmo, o Providence, cópia exata de um dos navios que tomaram parte na guerra de independencia dos Estados Unidos. E notem o fino copo de cristal do século 18 nas mãos do figurante...

 

Fotos de Fernando Allende/Broadimage

Por Ana Maria Bahiana às 16h28


16/08/2010

Na briga dos sexos, sobrou para Scott Pilgrim

 

    

 

 

Fim de semana muito engraçado na bilheteria norte americana: meninos contra meninas, overdose de testosterona contra overdose de estrogênio, porrada contra lágrimas, a cara feia de Stallone contra o sorriso megawatt de Julia Roberts. E no fim, clichê contra clichê,  Os Mercenários levaram a melhor: 35 milhões de dólares contra 23. 7 milhões de Comer, Rezar, Amar. Em termos de industria, isso quer dizer um bocado – num mercado selvagem como o de hoje (mais sobre isso em breve na minha conversa com Rob Reiner, meu próximo post se ninguém mais morrer) um desempenho claramente definido como este indica uma tendencia  forte que os estúdios, cada vez mais inseguros, vão tabular como “vamos fazer mais filmes de ação!”.

Em termos de cinema… ai ai. Comer Rezar Amar é um pouquinho melhor que a obra de Sly, que se resume a um bando de caras parrudos explodindo coisas, dando tiros, distribuindo socos e salvando mocinhas (mas não ficando com elas, imagine, isso pode romper os laços de lealdade masculina do bando!). Mas é, como ele, uma coleção de clichês de obviedade ululante, dirigida dessa vez às mulheres: todo local estrangeiro é “exótico”, toda luz que toca os cachos de Julia é dourada, e toda música é  “étnica” para mostrar à plateia o “clima” do local (ou do personagem – o “brasileiro” Javier Bardem é apresentado com Bebel Gilberto aos berros). Salva-se em grande parte pela solidez do elenco de apoio, no qual se inclui uma elefanta famosa em Bollywood (sério!) e o sempre fabuloso Richard Jenkins, que rouba absolutamente todas as cenas em que aparece, como um companheiro de meditação na India.



 

Para mim a parte triste dessa briga é o que aconteceu com o delicioso Scott Pilgrim Vs The World, adaptação de Edgar Wright (Shaun of the Dead, Hot Fuzz) para os quadrinhos de Bryan Lee O’Malley, que estreou em  quinto lugar, com 10.5 milhões de dólares. Em outros tempos, um filme assim não seria jogado às feras – teria um lançamento gradual, com tempo para atingir a plateia que pode apreciar sua estética rock n roll, sua fusão de romance e video game, seu olhar irônico mas não cínico sobre uma fase muito complicada da vida – quando temos  20 anos e ainda não somos realmente adultos, mas sabemos com certeza que não somos mais crianças.

Um mercado brutal como o que temos agora implora por novas soluções e meios de distribuição. Sob pena de ficarmos todos muito mais burros.

 

Por Ana Maria Bahiana às 15h26


Sobre a autora

Ana Maria Bahiana é jornalista e escritora, com uma carreira que cobre três décadas de reportagem e comentário de cultura no Brasil e no exterior, em imprensa, rádio, televisão e internet. Leia mais

Sobre o blog

Cinema, origem e espelho do que acontece na cultura do mundo. Comentário, notícias, críticas e todas as conexões que o cinema propõe - música, moda, estilo de vida.

Busca

Categorias

Blogs Relacionados

Links Úteis

Histórico